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O diabete juntamente com a hipertensão arterial são as duas principais causas de insuficiência renal crônica. Os níveis elevados de glicose danificam as artérias de todo o organismo causando problemas cerebrais, oculares, cardíacos, vasculares periféricos e renais.
Atualmente aproximadamente 10% da população é diabética. Existem dois tipos de diabetes: o tipo 1 e o tipo 2. O primeiro tipo, também conhecido como insulino-dependente, ocorre principalmente em jovens, e é causado pela baixa produção de insulina, sendo necessário que o paciente seja medicado com insulina injetável.
Já o diabetes tipo 2 ocorre em pessoas obesas, após os 40 anos de idade e pode ser tratado, muitas vezes, com comprimidos via oral, modificações nos hábitos de vida e perda de peso. Ambos são caracterizados pelos níveis altos de açúcar no sangue.
Segundo o médico nefrologista Miguel Carlos Riella, presidente da Pró-Renal Brasil, os dois tipos quando não tratados podem lesionar os rins. Por conta disso, a campanha do Dia Mundial do Rim 2010 terá como tema: “Proteja seus rins – controle o diabetes”.
No dia 11 de março, Dia Mundial do Rim, no Brasil e no mundo serão realizadas diversas campanhas de mobilização para conscientizar e alertar a população sobre a importância de cuidar dos rins. Por se tratar de uma doença silenciosa, muitos indivíduos só procuram ajuda quando a doença já está num estágio mais avançado.
Em Curitiba, a Pró-Renal Brasil realizará nos dias 11 e 12 de março, uma Feira de Prevenção à Doença Renal com o objetivo de orientar a população sobre a importância do diagnóstico precoce. Exames parciais de urina, glicemia, medição da pressão arterial serão oferecidos gratuitamente para a comunidade. A ação será na Praça Rui Barbosa e será feita em parceria com o SESC-PR.
Pessoas com histórico de diabetes na família devem ter atenção redobrada para impedir as complicações da doença. Para o nefrologista Miguel Riella, a insuficiência renal crônica só pode ser evitada por meio de um rígido controle do diabete. “O paciente diabético deve manter a glicemia (nível de açúcar no sangue) mais próxima do normal possível, manter a pressão arterial em 130/75 ou menos e monitorar a microalbuminuria (quantidade de albumina na urina)”, recomenda o especialista.
Pesquisas realizadas na América do Norte, Europa e Ásia indicam que de 10% a 13% da população têm doença renal crônica e que a grande maioria não sabe disso. A combinação entre doença renal, hipertensão e diabetes é um problema de saúde pública, devido ao alto custo do tratamento, principalmente quando há perda da função dos rins. “Neste caso, a diálise e o transplante renal são as únicas formas de tratamento”, afirma o médico.
Para que o diagnóstico seja feito dois exames são recomendados: o exame de sangue, capaz de mostrar se existe um aumento da creatinina, substância produzida pelos nossos músculos e totalmente filtrada pelos rins; e o exame de urina, capaz de avaliar se há perda de proteína ou albumina na urina. Qualquer alteração nestes exames exige uma investigação e, se for o caso, tratamento adequado.
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