Complicações
Nefropatia
Nefropatia
A nefropatia diabética é uma das complicações
crônicas do diabetes, que afeta os rins, inicia-se geralmente com
perda de proteina pela urina, evoluindo para a chamada glomerulopatia diabética
caracterizada por síndrome nefrótica, hipertensão arterial
chegando a insuficiência renal crônica. Cerca de 35 % dos diabéticos
tipo 1 e 10 % dos diabéticos tipo 2 desenvolvem a doença renal.
Existe uma intima relação entre glicemias cronicamente elevadas
e a lesão dos glomérulos dos rins.. Sabe-se que quanto melhor
o controle glicêmico, menor a incidência da nefropatia diabética.
COMO SE MANIFESTA A NEFROPATIA DIABÉTICA
Geralmente a nefropatia diabética vem sempre acompanhada de uma
outra complicação do diabetes a retinopatia , por isso notada
qualquer alteração visual deve-se voltar a atenção
para o estado dos rins. Detectar precocemente o inicio é possível
através de um exame na urina. A presença de microalbuminúria
no exame indica que doença vai se desenvolver e medidas profiláticas
já são hoje disponíveis.
A doença se inicia com perda de proteína na urina, o que a
torna espumosa, ao examiná-la observa-se aumento da quantidade de
proteínas, chegando a níveis superiores a 10gr por 24 horas
e muitas vezes ocorre também a presença de hemácias.
A conseqüência inicial é o inchaço dos pés
depois das pernas pela tarde e nas pálpebras pela manhã. O
aumento da pressão arterial pode atingir níveis altos e a
função renal prejudicada se manifesta em vômitos, náuseas,
fraqueza, sonolência, emagrecimento, palidez, desânimo, alteração
de libido, entre outros sintomas.
A insuficiência renal é diagnosticada pelo aumento da uréia
e creatinina no sangue e outras alterações como anemia, e
aumento dos níveis de cálcio e potássio.
Os primeiros sinais da doença aparecem após 10 a 15 anos após
o inicio do diabetes e é variável em razão do hábito
de controle da glicemia, pressão arterial, e outros como colesterol
e triglicérides. Após o surgimento da nefropatia, em cerca
de 5 anos estabelece-se a insuficiência renal e a necessidade de diálise
ou transplante.
COMO PREVENIR
Vários fatores interagem na prevenção da nefropatia
diabética, a boa monitorização da glicemia, o controle
do peso, dieta e atividade física constante. A pressão não
deve ser superior a 140/80 mm Hg e o controle das gorduras do sangue por
dieta ou medicação são importantes. Hoje em dia existe
um grupo de drogas, os inibidores da enzima de conversão (ECA)
que tem um efeito protetor renal indiscutível. Aqueles que tenham
antecedentes de hipertensão arterial na família e os que apresentaram
microalbuminúria que só aparece após esforço
seria indicação para uso dos inibidores de ECA.
Os rins dos portadores de nefropatia são mais susceptíveis
ao efeito tóxico dos antinflamatórios não hormonais,
muito utilizados sem receita médica e as drogas usadas como contraste
para coronariografia, urografia excretora e mamografia, além de alguns
antibióticos que também pioram a função renal
já alterada.
Complicações freqüentes no diabético idoso é
a pielonefrite aguda que deve ser evitada por vários meios. No homem
pelo exame de próstata, ultra-som e dosagem de PSA. Há remédios
hoje que reduzem o tamanho da próstata e melhoram o jato urinário.
A mulher que não menstrua mais é sujeita a infecções
urinárias por alteração da flora vaginal. O uso local
de estrogênio é uma medida útil. A bexiga neurogênica
( com dificuldade para esvaziar ) é também uma conseqüência
da neuropatia diabética e a retenção urinária,
além de prejudicar a função renal, facilita a infecção.
Cerca de 35 % dos diabéticos tem disfunção de bexiga.
O manuseio das insulinas ou drogas hipoglicemiantes orais é importante
para o diabético insuficiente renal. A insulina é degradada
pelos rins e com a diminuição da função reduz-se
a degradação Assim a mesma dose tem efeito mais intenso e
podem ocorrer hipoglicemias, as doses e as freqüências devem
então ser reduzidas. Os hipoglicemiantes orais são de eliminação
renal, se acumulam no sangue e causam queda de açúcar, em
geral esses medicamentos deixam de ser utilizados em presença de
insuficiência renal.
TRATAMENTO
A diálise e o transplante permitem hoje o tratamento com boa reabilitação.
È bastante alta a taxa de reabilitação no transplante,
melhorando a pressão arterial, estacionando ou melhorando a retinopatia
e a neuropatia e, logicamente cura a insuficiência renal. Há
maior eficiência de transplante ou diálise numa fase precoce.
Diabéticos tipo 1 que já possuem indicação para
transplante renal, podem se beneficiar de um transplante duplo pâncreas/
rim, tornando-se livre do diabetes ao mesmo tempo que da insuficiência
renal, evitando assim que o diabetes venha prejudicar o rim transplantado.
O portador de diabetes com disfunção renal deveria então
ser sempre acompanhado por um nefrologista com experiência em diálise
e transplante.
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