Complicações
Disfunção Sexual
Disfunção Sexual
IMPOTÊNCIA SEXUAL
A impotência é um problema importante, que embora oculto é
muito mais comum do que o que se pensa. É um problema que gera angústia
e preocupação em todo aquele que justificado ou injustificado
se considera vítima deste mal.
Estamos perante uma questão que afeta um número considerável
de indivíduos, que gera problemas psicológicos e de relação
severos e que, ao contrário do que habitualmente se pensa, tem possibilidades
reais de tratamento e cura.
No homem com impotência a associação à ideia de
falta de virilidade e o sentimento de vergonha ou culpa mediante temas relacionados
com a sexualidade, fazem com que muitos impotentes, ou que se crêem
ser, adotem uma atitude resignada e fatalista mediante o seu problema, sem
procurarem nenhum tipo de ajuda, ou recorrendo a certos medicamentos tradicionais,
que longe de resolver o seu problema, tornam-no mais grave e conduzem a uma
progressiva perda de esperança.
A impotência pode ter solução a maioria das vezes, mesmo
naqueles casos em que não se identifica com clareza uma causa. Podemos
hoje em dia aplicar tratamentos que melhoram em grande medida estas alterações.
O resultado é a possibilidade de levar uma vida sexual satisfatória.
O que é a impotência?
Para poder definir de forma adequada o que em Medicina se entende por impotência
é importante esclarecer previamente algumas questões.
O orgão sexual masculino pode encontrar-se em dois estados: |
1. Estado basal ou de relaxamento (flacidez) que é o habitual incluindo quando realiza a sua função de condutor de urina. |
2. Estado de excitação ou ereção, relacionado diretamente com a atividade sexual |
Nesta última forma o pénis aumenta de tamanho e consistência, de forma progressiva e ao longo de um tempo que pode ser muito variável. Torna-se mais rijo, eleva-se sobre o plano horizontal, colocando-se diante do abdómen e permitindo a penetração durante o ato sexual.
Denomina-se de impotência a impossibilidade de alcançar ou manter o estado de ereção suficiente para permitir uma relação sexual.
Para se falar em impotência de fato, esta impossibilidade deve surgir em 75 % das vezes que se tenta a ereção. A utilização inadequada do termo impotência gera algumas confusões em pessoas que pensam sofrer dela e que na realidade têm outro tipo de alterações com repercussão na esfera sexual.
Assim a diminuição de desejo ou libido ou a ejaculação precoce são processos completamente distintos e que requerem outro tipo de tratamentos.
Como se produz a ereção?
Anatomia do pênis |
O pénis é formado por três cilindros que consistem em dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso. |
O corpo esponjoso encontra-se ao meio, debaixo dos corpos cavernosos, contém a uretra e termina numa expansão distal a glande. |
Os corpos cavernosos, são dois corpos laterais responsáveis pela rigidez do pênis. |
No seu interior existem múltiplas cavidades constituídas por músculo liso e que se vão enchendo de sangue durante a ereção até alcançar a rigidez completa.
A ereção alcança-se graças á capacidade do pénis em se preencher de sangue. Estímulos múltiplos diretos ou psicológicos podem pôr em marcha este mecanismo.
Todo o processo está controlado pelo sistema nervoso, havendo um componente consciente voluntário e outro inconsciente reflexo.
A diabetes é uma causa frequente de impotência. Entre 30 a 50% dos doentes diabéticos mal controlados são afetados por problemas de ereção.
Esta maior predisposição dos diabéticos para sofrerem de impotência relaciona-se com o que é normal na evolução da doença: as complicações vasculares e neurológicas da diabetes.
O fator mais importante além da duração da doença é a falta de controle adequado, já que nestes casos aparecem alterações nos vasos sanguíneos e nos nervos que são os principais elementos responsáveis pela ereção.
Assim serão causas de impotência na diabetes, alterações que podem se desenvolver ao longo da doença: |
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O que fazer se surgirem disfunção erétil (impotência)?
Normalmente o paciente deverá ser encaminhado para o Urologista, especialista neste campo.
A este vai caber analisar, estudar o caso e propor a solução que a ele melhor se adapte.
Hoje em dia existem distintas opções de tratamento que permitem corrigir ou melhorar este problema em quase todos os pacientes.
Assim temos:
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