Você está em: Portal Diabetes > Entenda o Diabetes > Tratamento

Tratamento

Diabetes Tipo 1

Os portadores de diabetes tipo 1 têm que aplicar insulina diariamente o que envolve o uso de seringa e agulha, ou caneta de insulina, ou para aqueles que optarem isso também pode ser feito por meio do uso de uma bomba de insulina. A necessidade de insulina é diferente para cada diabético e somente pode ser prescrita pelo médico ou diabetólogo que vai adequar tipo de insulina, a dose a ser usada e horário de acordo com:

Idade do Paciente / Tipo Físico / Alimentação / Estilo de Vida / Tipo de Atividade Física.

Existem vários tipos de insulina:

  • Insulina Glargina

    A Glargina é um novo tipo de insulina com ação prolongada. É absorvida lentamente e de forma estável pelo organismo a partir do local de aplicação (daí ser conhecida também como insulina basal), o que permite uma única aplicação diária. Em alguns casos, no entanto, torna-se necessário o uso combinado com outros tipos de insulina. Seu uso reduz o risco de hipoglicemias, pois não possui picos de ação. A tecnologia utilizada em sua produção é DNA recombinante, o que faz com que tenha a mesma segurança da insulina humana.

  • Insulina Lenta

    Insulina de ação intermediária, sua ação é obtida por meio de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo (daí a aparência leitosa de seu líquido). Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais rápida, ampliando assim seu espectro de ação.

  • Insulina Lispro ou Aspart (Ultra-rápida)

    Insulinas de ação rápida e duração curta, tem aspecto límpido e transparente. Deve ser combinada a outras insulinas de ação mais lenta, auxiliando no controle do diabetes, na rotina diária. São indicadas para a cobertura das refeições.

  • Insulina NPH

    Insulina de ação intermediária se parece com a insulina lenta. A adição de substâncias que retardam sua absorção pelo organismo é responsável pela sua aparência leitosa. Os frascos devem ser agitados de forma suave, para que os cristais se espalhem de forma uniforme antes da aplicação. Diferente do que acontece com a Insulina Glargina, sua ação não é homogênea e nem previsível.

  • Insulina Regular

    Insulina de ação rápida e duração curta, é geralmente usada em situações de emergência, como crises de cetoacidose, coma ou cirurgias ou mesmo quando o teste de glicemia se encontra alterado. Tem aspecto transparente, semelhante à água potável e é usada para complementar o uso de outras com ação mais lenta.

Diabetes Tipo 2

Os pacientes portadores de diabetes tipo 2 geralmente fazem o tratamento medicamentoso quando necessário, utilizando hipoglicemiantes orais. Esses medicamentos podem agir aumentando a secreção de insulina ou melhorando a ação da insulina e a dose desses medicamentos deve ser prescrita pelo médico, pois é individual. Alguns diabéticos do tipo 2 em fase inicial conseguem manter seu diabetes sob controle apenas seguindo dieta rigorosa, assim como outros que já desenvolveram complicações necessitam utilizar insulina, ou nos casos em que o tratamento não está sendo eficaz em atingir os objetivos de glicemia adequada.

Os medicamentos orais utilizados para o controle do diabetes tipo 2 se classificam em:

Sulfoniluréias

Estimulam a produção de insulina.

  • Clorpropamida;
  • Glibenclamida;
  • Glipizida.

Biguanidas

Melhoram a resistência a insulina.

  • Metformina.

Inibidores da Alfa-glicosidase

Diminuem a absorção de carboidratos.

  • Acarbose.

Metiglinidas

Estimulam a secreção pancreática de insulina.

  • Repaglinida;
  • Nateglinida.

Glitazonas

Aumentam a sensibilidade à insulina no tecido muscular.

  • Pioglitazona.

Inibidores da enzima DPP-4

Aumentam a secreção de insulina e reduzem a secreção de glucagon.

  • Vildagliptina;
  • Sitagliptina;
  • Linagliptina;
  • Saxagliptina.

Obs: Lembre-se que somente o médico pode prescrever remédios, a automedicação é um grande risco à sua saúde e pode levar a morte.